Archive | janeiro 2014

Uma experiência inesquecível no Marrocos – parte VIII – Meknès

Meknès é também uma das chamadas cidades imperiais, juntamente com Fez, Marraquexe e Rabat, e está localizada no centro-norte do Marrocos. É considerada historicamente uma das cidades mais importantes do país, pois foi a capital durante o reinado do sultão Moulay Ismail, entre os anos de 1672 e 1727. Moulay Ismail é considerado o governante mais brutal que existiu no Marrocos. Dizem que ele possuía um harém com mais de 500 mulheres, com as quais teve mais de 700 filhos!!!  O sultão usou de todos os seus recursos para dotar a capital de monumentos grandiosos. Sua intenção era que Meknès fosse conhecida como a Versailles Marroquina.

O centro histórico de Meknès foi tombado pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade desde 1996. Ao norte de Meknès encontram-se as ruínas romanas de Volubilis e a cidade santa de Moulay-Idriss, fundada em 788. Infelizmente não tivemos tempo de conhecer nenhuma das duas…

Eis alguns pontos turísticos interessantes de Meknès:

– PLACE EL-HEDIN

Local onde a cidade imperial e a medina se encontram. Antigamente, essa praça rivalizava-se com a Djemaa el-Fna de Marraquexe. É o centro da atividade da Medina.

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– PORTÃO BAB MANSOUR

É o portão principal da cidade e considerado um dos mais bonitos de todo o Marrocos.

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– PRAÇA CENTRAL LALLA AOUDA

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– TUMBA DE MOULAY ISMAIL

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– MEDERSA BOU INANIA

Linda escola de alcorão.

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– PORTA DO PALÁCIO REAL

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– HERI ES SOUANI

Trata-se do impressionante celeiro imperial. O lugar é enorme e era usado para estocar alimentos. Ao fundo fica o antigo estábulo, com capacidade para 12.000 cavalos! O local foi usado para filmagens dos filmes “A última tentação de Cristo” e “Jesus de Nazaré”.

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Uma dica para um almoço gostoso e muito farto: Le Collier de la Colombe

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Uma experiência inesquecível no Marrocos – parte VII – Fez

Localizada no norte do país, Fez é a mais antiga das quatro cidades imperiais do Marrocos. Até 1912, era também a sua capital. Sua principal Medina chama-se Fez El-Bali, tombada pela Unesco como Patrimônio da Humanidade desde 1981.

Fez foi nossa penúltima parada, antes de nos despedirmos do Marrocos e retornarmos ao Brasil. Não sei se por estar chovendo ou se por estarmos bem cansados, o fato é que Fez não nos surpreendeu como esperávamos. Não que não seja interessante. É sim! Mas acontece que, após conhecer Casablanca, Marraquexe, o Médio e o Alto Atlas, assim como o deserto, as atrações turísticas de Fez ficaram bem comuns pra gente… Mesmo assim, não podemos deixar de dizer que é um lugar legal pra se conhecer, até porque, foi em Fez que sentimos a cultura e modo de vida muçulmano mais forte. Nas ruas da Medina, a quantidade de mulheres com véu e burca é bem maior que em Casablanca ou Marraquexe. Foi aqui que vimos os tão falados bares frequentados apenas por homens e olhares destes meio que de superioridade para as mulheres do nosso grupo. Foi aqui também que a presença dos “falsos guias” dentro dos souks foi mais intensa, estressante e chata.

Outro detalhe que observamos: ao contrário do que pensávamos, comprar em Marraquexe vale mais a pena do que em Fez. Apesar de ser muito turística, os preços em Marraquexe conseguem ser melhores que os de Fez. Além disso, negociar aqui nos pareceu mais complicado. Os comerciantes são mais incisivos no preço. Não abaixam o valor tanto quanto os comerciantes de Marraquexe. Só para ter uma ideia, nossa amiga pagou em Fez, pelas mesmas pacheminas que comprou em Marraquexe, um valor bem mais alto. O mesmo aconteceu com uma outra colega que pagou mais que o dobro por luminárias que deixou de adquirir em Marraquexe para comprá-las em Fez. O famoso óleo de argan também é mais caro. Isso só para dar alguns poucos exemplos.

Antes, ainda, de falar especificamente dos pontos turísticos, não podemos deixar de destacar que andar pela Medina de Fez não é tão complicado quanto dizem. Sim, a Medina de Fez consegue ser bem mais labiríntica que a de Marraquexe, mas o fato é que, hoje, ela está muito bem sinalizada. Os trajetos dentro da Medina estão divididos por cores. Então, basta escolher o traçado que se quer fazer e seguir, literalmente, a cor e direção das plaquinhas que estão fixadas no alto das ruas dos souks. Não estamos dizendo que não seja possível se perder. É sim, e nos perdemos umas duas vezes. Mas conseguimos voltar para a trilha escolhida, sem maiores complicações. No entanto, se mesmo assim você preferir andar acompanhado por um guia, escolha os guias oficiais que ficam nos portões principais da Medina. Nesse caso, eles te perguntaram o que pretende conhecer e te levaram nos lugares especificados por você. Sei de amigos que fizeram assim e não se arrependeram.

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Enfim, após essas informações gerais, vamos a alguns pontos turísticos de Fez:

– PORTÃO BAB BOUJELOUD

É a entrada principal para a Medina de Fez. Foi construído em 1913. Na região desse portão, há vários restaurantes e cafés. Aqui, também, se concentram os guias oficiais, para quem pretende fazer uma visita guiada pela Medina.

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– MEDERSA BOU INANIA

É considerado um dos monumentos mais magníficos do país. Foi construída no século XIV pelo sultão marínida Abou Inan, conhecido por ter a fama de gostar mais de sexo e assassinatos do que de religião, tanto que, segundo a lenda, líderes religiosos insistiam para que ele construísse sua medersa em um depósito de lixo. Por esta razão, ele buscou construir a mais bela e importante do país.

A Medersa Bou Inania é a única que possui minarete em Fez. A madrassa se ​​tornou uma das instituições religiosas mais importantes do Marrocos e ganhou o status de Grand Mosque.  A Medersa é um dos poucos lugares religiosos no Marrocos que é acessível para visitantes não muçulmanos.

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– MEDERSA SEFFARINE

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– MESQUITA AL QARAOUYINE

Considerada pelo Livro Guinness dos Recordes como a universidade mais antiga do mundo, sendo fundada em 859 por Fatima al-Fihri como parte de uma mesquita. É também um mosteiro. Proibida a entrada para não-muçulmanos.

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– SINAGOGA – BAIRRO JUDEU

O bairro judeu fica dentro da Medina. A maioria das Medinas tem um bairro judeu e estes sempre foram uma parte importante da população do Marrocos, apesar deste ser um país muçulmano.

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– PALÁCIO REAL

O Palácio Real de Fez foi construído no século XIV. É um dos maiores e mais antigos do Marrocos. Como na maioria das mesquitas e palácios de Marrocos, é impossível visitar o Palácio Real, ou mesmo olhá-lo por dentro.

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Uma experiência inesquecível no Marrocos – parte VI – tour de 4 dias pelo Atlas e deserto de Saara

Ir ao Marrocos e não conhecer o deserto é perder a chance de viver uma experiência incrível! Para nós, foi a parte mais sensacional da viagem, do início ao fim!

Contratamos o tour pela internet, aqui mesmo do Brasil, com a empresa chamada Portal Marrocos. Nosso contato se deu praticamente por e-mail, com o Youssef. Educadíssimo, super atencioso, respondia nossos e-mails com total presteza. Super indicamos! (www.portalmarrocos.com). O passeio incluía um carro 4×4 Toyota Land Cruiser com motorista e gasolina por 4 dias, 2 noites em meia pensão (jantar e café da manhã) em hotéis especificados no contrato, 1 noite em um acampamento no deserto do Saara com jantar e café da manhã e um passeio de dromedário. Bebidas, almoços, ingressos de visitas, guias locais, gorjetas e compras não estavam incluídas. Éramos cinco amigos. Pagamos pelo tour completo 295 euros por pessoa.

Nosso tour começou no dia 22, após o café da manhã, quando partimos de Marraquexe rumo a Telouet através das altas montanhas do Atlas passando pela TiziNitchka (estrada mais alta e espetacular do Alto Atlas) até alcançarmos 2.260m. Visitamos o Kasbah (castelo) do Pachá Glaoui em Telouet, onde almoçamos. Glaoui foi um líder bérbere que ganhou notoriedade através do sultão Moulay el Hassan, sendo um dos principais aliados das forças colonias francesas. Chegou a ser nomeado “Pachá de Marraquexe”. Foi, mais tarde, líder da oposição contra o sultão Mohammed V. Morreu em 1956 . O local se destaca por ter sido uma importante parada de caravanas entre Ouarzazate e Marraquexe.

O guia contratado no próprio local e que nos apresentou o Kasbah era engraçadíssimo. Pagamos 10 dirham por pessoa pela entrada e depois juntamos o pessoal do grupo e demos mais alguns dirhans para o guia (sempre funciona assim, ok. Você paga a entrada, mas se solicitar o acompanhamento de um guia do local, terá que, ao final, dar-lhe uma gorjeta. Geralmente calculávamos 10 dirhans por pessoa para dar ao guia).

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O almoço estava bem gostoso! De entrada veio uma salada e de prato principal um tajine de frango maravilhoso! Acho que foi o mais saboroso de toda a viagem. Tinha frutas misturadas, como figo e ameixa. O caldo era tão gostoso que quase faltou pão para molharmos. De sobremesa, como de costume, vieram mexiricas. As mexiricas deles são pequenas e bem docinhas.

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Após o almoço, seguimos até Aït Ben Haddou, passando pelo vale de Ounila com seus vilarejos bérberes. Aït Ben Haddou é uma cidade fortificada que foi declarada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade em 1987. O Ksar de Aït Ben Haddou é um dos exemplares mais marcantes da arquitetura típica do sul do Marrocos. Antigamente era um importante ponto de parada de caravanas entre Ouarzazate e Marraquexe. A cidade é constituída por um grupo de várias pequenas fortalezas. Aït Ben Haddou é hoje largamente usada para cenário de filmes como por exemplo Lawrence da Arábia, O Gladiador, Cleópatra, etc.

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Eis a lista de alguns filmes que foram filmados aqui:

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No final do dia, chegamos em Ouarzazate, cidade ao sul do Marrocos apelidada como a “porta do deserto”. Jantamos e pernoitamos no hotel Dar Chamaa (www.darchamaa.com). O hotel era bem arrumadinho e, como é de praxe, fomos recebidos com chá de menta e uma porção de amendoim. Tomamos um vinho e comemos um tajine de carne.

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No dia 23 bem cedo, visitamos os Estúdios de Cinema que ficam em Ouarzazate (estúdio Atlas Corporation). Impressionante como tantos filmes conhecidos são filmados aqui. A escolha por esse local se deve ao fato de aqui ser um lugar que quase não chove. Os cenários são feitos de gesso ou isopor, não havendo risco de derreterem ou estragarem em virtude de chuvas. A ausência de chuvas permite, ainda, que as filmagens ocorram de forma contínua, sem interrupções. A qualidade da luz, com um sol brilhante pelos menos durante 300 dias por ano também é um atrativo para as filmagens. Soma-se a tudo isso, o fato de aqui a mão de obra ser bem barata.

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Após conhecermos os estúdios de cinema, partimos para Skoura pela “Rota dos Mil Kasbahs”, onde visitamos o Kasbah Amredhyle, o mais extravagante e impressionante de todos os kasbahs Glaoui. Os Kasbah são espaços fortificados de origem bérbere usados como refúgio para pessoas e animais. São feitos de tijolos de abobe (argila, estrume e palha).

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Continuamos a viagem para a capital das rosas – Kelaa Mgouna, Boumalne e Tinghir -, mas não paramos para conhecer pois não era estação das flores, não sendo a visita atrativa nesse período. Seguimos, então, para as Gargantas de Toudra (desfiladeiro na parte oriental da cordilheira do Alto Atlas, situado a noroeste da cidade de Tinghir), onde aproveitamos para almoçar.

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Após o almoço, nos dirigimos para Merzouga, onde, no dia seguinte, o deserto nos esperava. Chegamos no hotel Nomad Palace (www.hotelnomadpalace.com) no final do dia.

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No dia seguinte, acordamos animadíssimos!!! Era o dia de conhecer o deserto!!! A primeira parada foi na cidade de Khamlia, uma aldeia Gnaouna, onde assistimos uma apresentação típica.

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Depois, conhecemos as minas de Mifiss e visitamos uma família nômade bérbere.

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Em seguida paramos para admirar as impressionantes dunas de Merzouga e Erg Chebbi e o platô do deserto. Muito lindo!

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Uma visita rápida em Erfourd para conhecer a industrialização de marbre e fósseis e retornamos para o hotel, onde a principal atração de todo o tour nos aguardava: o passeio com uma caravana de dromedários para ver o pôr do sol nas dunas do deserto, jantar e pernoitar em tendas bérberes no meio das dunas!

Arrumamos uma mochila com itens básicos (água mineral, lenços umidecidos, remédios, escova e pasta de dente, roupa de frio) e nos dirigimos para o lado do hotel onde os dromedários já nos esperavam!

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Impossível descrever a emoção de subir em um dromedário…!!!! Dá um medo e um frio na barriga gigante!!! O caminho pelas dunas é indescritivelmente lindo!!! Sinceramente, a coisa mais linda que já vimos na vida!!! Emocionante! Inexplicável! Sensacional!

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Como se não bastasse o caminho pelas dunas que já estava fantástico, o pôr do sol conseguiu fazer tudo aquilo ficar ainda mais belo!

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Mais um pouco de dunas e chegamos no nosso acampamento, com a noite já caindo. Dormir no deserto é uma experiência única! Frio, muuuuito frio! A noite foi de festa e muito riso! Era dia 24 de dezembro!

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No dia seguinte, acordamos cedo para ver o sol nascer.

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Voltamos para o hotel de 4×4, apesar de ser possível retornar de dromedário. Tomamos um banho quente e um café da manhã para, em seguida, nos dirigir rumo a Errachidia via Erfoud e o vale do Ziz. Em outubro, Erfoud sedia o Festival de Tâmara, que inclui corridas de camelos, danças folclóricas e eleição da rainha da Tâmara.

Continuamos para Midelt, onde almoçamos. Seguimos para Fes, através da floresta de cedro de Azrou e as montanhas de Médio Atlas.

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Chegamos em Fes por volta das 18 horas do dia 25 de dezembro. A viagem desse último dia do tour foi bem longa e cansativa, mas bem interessante. Pegamos chuva, vimos neve e tempestade de areia. Tudo em uma única viagem e em um único dia. Louco demais!

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O tour do deserto acabou aqui, já deixando saudades! No outro dia, teríamos Fes para conhecer!

Uma experiência inesquecível no Marrocos – parte V – Essaouria

Essaouria é uma charmosa cidade que está localizada na costa do oceano Atlântico. Conhecida como cidade do vento, foi classificada pela UNESCO no ano de 2009 como Patrimônio Mundial. É uma cidade litorânea bem tranquila, sendo a parte mais agitada o porto pesqueiro. Algumas cenas do filme Otelo foram filmadas aqui. A praia é bem extensa, mas o vento forte faz com ela seja melhor para o windsurf do que para o banho. É gostoso passear a pé pela pequena cidade.

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Contratamos um tour de um dia para conhecer Essaouria, saindo de Marraquexe pela manhã e retornando no final da tarde (tempo suficiente para conhecer a cidade).

No caminho, visitamos uma cooperativa de mulheres que fabricam o famoso óleo de argan. Interessante demais como os filhotes de cabras sobem nas árvores de argan para comer o seu fruto. Com a semente são feitos azeites, sabonetes, cremes, óleos para rosto, cabelo, corpo, dentre outros. Uma variedade enorme de produtos para beleza e alimentação. Não é tão barato quanto imaginávamos… a intenção era trazer de lembrança para as mulheres da nossa família, mas infelizmente o dindim não dava para tanto…

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Uma experiência inesquecível no Marrocos – parte IV – Marraquexe

Marraquexe, conhecida como cidade vermelha, é, sem dúvida, a mais turística do Marrocos. À semelhança de muitas cidades marroquinas, Marraquexe tem uma parte antiga, a Medina, correspondente à cidade primitiva, cercada de muralhas e formada por um emaranhado de ruelas e becos, nas quais desenvolvem-se os souks, e a parte nova, chamada de Ville Nouvelle, composta por bairros modernos, dentre eles Gueliz, o mais elegante deles.

Marraquexe é vibrante e cada vez mais cosmopolita. No início, é fácil estranhar a confusão de gente, carro, motocicleta, carroça, sons, cores e cheiros, mas com o passar do tempo, acostuma-se com toda essa efervencencia e a cidade contagia.

Como cidade turística que é, Marraquexe possui várias atrações. Destacamos algumas delas:

– PRAÇA JEMAA EL-FNA

A praça Djemaa El-Fna é a cara de Marraquexe. Sem a praça e sem os souks (falaremos deles mais adiante), Marraquexe seria como outra cidade qualquer. Ela é tão interessante e diferente que foi enquadrada pela Unesco como Patrimônio Imaterial da Humanidade.

Durante o dia, a praça é uma mistura de sons e confusão. Encantadores de serpentes, vendedores de água, barraquinhas de suco de laranja, de frutas secas e de castanhas, dançarinos, acrobatas, domadores de macacos, mulheres que fazem henna, lutadores de boxe, dentre outros, disputam entre si a atenção dos transeuntes. Uma loucura!

Uma dica importante: tenha sempre dinheiro trocado para dar para os artistas de rua, principalmente se tiver a intenção de fotografá-los, e tenha cuidado com os encantadores de serpente. Caso eles percebam que você está olhando demais, ainda que de longe, demonstrando interesse nas najas, não farão cerimônia para abordá-lo e colocar no seu pescoço uma cobra. Uma vez feito isso, pegam a sua máquina fotográfica, tiram fotos suas e  só a devolvem depois de você pagar alguns dirhans.

Ao entardecer, toda essa bagunça dá lugar a um verdadeiro restaurante a céu aberto. Barracas e mais barracas vão sendo montadas e vendem comida fresca e barata. É comida pra todo gosto e para todo estômago. É possível encontrar desde brochetes (espetinhos) de carne, frango e cafta até sopa de caramujo e miolo de ovelha!

Ao redor da praça, há vários restaurantes e cafés, muitos deles com terraços disputadíssimos no cair da tarde. É muito gostoso sentar em um deles e ver a praça, principalmente no final do dia, quando ela se transforma. O pôr do sol visto desses terraços também é uma atração a parte. Tivemos essa experiência no Le Grand Balcon du Café Glacier. Valeu muito a pena!

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– PALÁCIO EL-BADI

O palácio El-Badi foi construído no século XVI pelo sultão saadiano Ahmed el-Mansour, com a intenção de consolidar o seu poder e anular as dinastias anteriores. Dizem que a construção demorou 25 anos para ser finalizada e necessitou de um exército de operários. Ganhou o nome de “incomparável” (El-Badi) e tornou-se uma referência arquitetônica no mundo muçulmano. Mármores italianos, ouro do Sudão e madeira da Índia faziam parte da decoração, até que o sultão Moulay Ismail levou grande parte dessa riqueza para construir o seu próprio palácio na cidade de Meknès. Não obstante, a enorme construção continua a impressionar. Segundo informações, em setembro, o palácio sedia o Festival Internacional de Cinema. Do andar superior, é possível ter uma visão panorâmica da Medina. Várias cegonhas gigantescas fazem ninhos no alto dos muros que rodeiam a construção.

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-PALÁCIO BAHIA

O palácio Bahia foi construído no século XIX por Bou Ahmed, ex-escravo de Moulay Hassan que ascendeu na vida. Dizem que ele vivia ali com quatro esposas, vinte e quatro concubinas e muitas crianças. A preferida chamava-se Bahia. A construção é composta por várias salas, o harem e um jardim com laranjeiras, limoeiros, bananeiras, jasmineiros e tamareiras. Os tetos são ricos em detalhes.

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– TUMBAS SAADIANAS

Trata-se de um mausoléu construído no final do século XVI por Ahmed el Mansour. Ali foram enterrados os reis saadianos. Um século depois, Moulay Ismail construiu um muro em volta do cemitério, o que fez com que ele fosse abandonado e esquecido, até ser descoberto pelos franceses em 1917. O mausoléu possui várias koubbas, com destaque para a primeira, que guarda a tumba de Ahmed el Mansour. Ele foi enterrado no saguão central cercado por seus filhos.

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– MAISON DE LA PHOTOGRAPHIE

Quem curte fotografia não pode deixar de dar uma passada no museu da fotografia. Trata-se de uma galeria onde ficam expostas fotografias de várias partes do Marrocos, de sua gente e de sua cultura. É bem bonito. O museu conta com um restaurante no terraço e uma vista privilegiada da Medina.

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– MESQUITA KOUTUBIA

A mesquita Koutobia é o principal marco de Marraquexe, possuindo um minarete de 70m de altura. Foi construída pelo sultão Yacoub Al Mansour. Localiza-se na avenida Mohammed V, próximo à praça Djemaa el-Fna e pode ser vista de diversos pontos da cidade. A entrada é proibida para não muçulmanos. Diz a lenda que uma das esferas douradas, que ficam no topo do minarete, foi feita com as jóias de uma das esposas de Yacoub Al Mansour como castigo por ter quebrado o jejum durante o Ramadã – mês sagrado dos muçulmanos, em que eles praticam o seu jejum ritual, o quarto dos cinco pilares do Islã (arkan al-Islam).

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-MEDERSA BEN YOUSSEF

É uma das maiores e mais belas escolas corânicas do mundo árabe, onde os estudantes memorizavam o Alcorão. Foi fundada pelo sultão Abu el Hassan no século XIV. O edifício é todo feito de madeira de cedro, com fino estuque trabalhado, mármore e zellij (azulejos coloridos). A medersa foi construída para abrigar mais de 900 alunos em aproximadamente 150 celas espartanas. Há numerosas inscrições em reboco e zellij, das quais a mais comum é a invocação bismillah: “Em nome de Alá, o piedoso, o misericordioso”. O ingresso para entrar na Medersa dá direito à visitação no Museu de Marraquexe.

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– MUSEU DE MARRAQUEXE

Está localizado em um palácio do século XIX, próximo à Medersa Ben  Youssef. A visita vale mais pelo seu espaço e arquitetura do que pelo que está exposto.

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Tomar um chá de menta no café que fica no pátio de entrada para o museu é uma boa pedida, ainda mais acompanhado dos doces marroquinos. Uma delícia! Ótima pausa no dia!

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– JARDIM MAJORELLE

Criado por Jacques Majorelle, o jardim ficou abandonado depois de sua morte sendo adquirido e restaurado pelo estilista francês Yves Saint Laurent. Possui inúmeras espécies de plantas com destaque para as palmeiras, para os bambus e para os cactos. Numa das extremidades do jardim há um memorial em homenagem ao estilista francês. Dentro há também um museu que exibe alguns objetos de arte marroquina e outros do acervo de criação do estilista. O local conta com lojinhas e um café.

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Para quem visita o jardim, uma dica boa é dar uma paradinha na lanchonete de esquina que fica bem em frente. Serve coisas gostosas e saudáveis. Além de ser uma forma de fugir um pouco da comida tradicional marroquina.

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– JARDIM DE LA MENARA

O jardim é formado por ciprestes e cercado por um bosque de oliveiras. Possui um pavilhão, construído por Mohammed IV, que é voltado para uma grande bacia de água. Esperávamos mais dessa atração.

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– PASSEIO DE CALECHE

Em Marraquexe, um passeio bastante disputado e indicado é o de caleches. As carruagens ficam estacionadas atrás da Mesquita Koutobia, próximas à praça Djemaa el-Fna. É possível contratar vários tipos de passeios: visita aos jardins da cidade, um circuito em torno das muralhas e portões da medina ou uma volta por alguns pontos da cidade com parada no curtume, dentre outros. Enfim, você escolhe onde ir e o que ver. O problema é que aqui você precisa contar também com um pouco de sorte. Por que falamos isso? Porque a nossa intenção quando contratamos o passeio era fazer o indicadíssimo passeio pela muralha da medina e seus portões, com algumas paradas para fotos. Apesar de termos explicado isso para o cocheiro, inclusive mostrando em um mapa, ele nos levou em locais diversos, os quais, de uma certa forma, lhe permitiriam conseguir alguma comissão caso comprássemos algo. Foi bastante decepcionante por este fato. No entanto, mesmo que para nós não tenha sido como esperávamos, achamos interessante incluir o passeio no roteiro da viagem. Até porque, conversamos com outras pessoas que contrataram as caleches e amaram o passeio. Sem dúvida é uma forma de passear pela cidade de um jeito diferente. Foi um azar nosso! Boa sorte na sua vez!

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– ASSISTIR AO PÔR DO SOL NO TERRAÇO DE ALGUM CAFÉ DA PRAÇA JEMAA EL-FNA

Assistir ao pôr do sol no terraço de um dos vários cafés situados ao redor da praça Djemaa el Fna é uma atração disputadíssima e que vale a pena. É muito bonito ver o sol descendo atrás da Mesquita Koutobia e, ao mesmo tempo, a praça se transformando, dando lugar às várias barracas de comida. Chegue cedo para conseguir um lugar próximo aos alambrados.

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– SOUKS

Os souks de Marraquexe são uma loucura para os sentidos. Estão espalhados pelas ruelas da medina e são formados por uma mistura de gente, cores, cheiros, sons, luzes… Ficar perdido é quase certo. Nos souks se vende de tudo. É possível comprar especiarias e temperos a preços bem acessíveis, como é o caso do açafrão. Ras el Hanout é o sabor mais exótico do Marrocos, formado por uma mistura de 27 temperos. As bandejas, os bules e os copinhos de chá são uma lembrança bem típica para se trazer de lá. O mesmo pode se dizer da Mão de Fátima (símbolo de boa sorte no Marrocos), das luminárias, das babouches (chinelos típicos), das pacheminas, das panelas de tajine e do óleo de argan.

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-CURTUMES

É onde onde couro, fios de lã e seda são tingidos para a confecção de tapetes. O curtume mais famoso é o localizado na cidade e Fes. O de Marraquexe é bem pequeno, mas já dá uma ideia de como funciona. O cheiro é bem desagradável, tanto que antes de entrar, são oferecidos ramalhetes de hortelã para aliviar o odor. Se você for alérgico a pelos de animais é bom evitar a visita.

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Além das atrações acima, três restaurantes merecem destaque:

Café Árabe (www.cafearabe.com): está localizado dentro da medina. Especializado em comida italiana e marroquina. Serve bebidas alcoólicas. Atendimento muito atencioso. O terraço é uma delícia!

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Kui Zin: também está localizado dentro da Medina. A comida é deliciosa e o preço muito bom. Não serve bebida alcoólica.

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Terrasse des Épices (www.terrassedesepices.com): também está localizado dentro da medina. Ambiente agradabilíssimo! Atendimento excelente! Comida marroquina muito boa! Não serve bebida alcoólica.

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Bistrô Thai: situado em Gueliz, parte nova da cidade. Ambiente muito agradável. Atendimento muito bom! Comida thailandesa maravilhosa! Tem música ao vivo. Vende bebida alcoólica.

Uma experiência inesquecível no Marrocos – parte III – Casablanca

Casablanca foi nosso primeiro destino dentro do Marrocos. É a maior e mais moderna cidade do país, localizada na costa do Oceano Atlântico. Como primeira parada, Casablanca é o lugar ideal, pois permite que a gente vá se adaptando aos poucos ao modo de vida marroquino e a essa cultura tão diferente da nossa ocidental.

Porta de entrada ao país, o Aeroporto Internacional Mohammed V possui uma estação de trem com saídas frequentes e baratas rumo ao centro e à estação Casa Voyageurs, de onde partem trens para várias cidades marroquinas.

O ponto turístico mais importante de Casablanca é a Mesquita Hassan II, considerada a segunda maior depois de Meca e uma das poucas que permite a entrada de não muçulmanos para visitação. Ela é linda, com uma arquitetura de encantar, e possui tecnologias super modernas como resistência sísmica, teto que abre automaticamente, soalho aquecido, dentre outras. A sala de abluções (rito de higienização dos muçulmanos, realizado antes da oração) é enorme e surpreendente! O mesmo pode se dizer do enorme espaço para hamman (sauna/banho marroquino), que fica no subsolo da Mesquita.  Seu minarete (torre alta existente em todas as Mesquitas, de onde o “almuadem” anuncia as 5 orações diárias) é o mais alto do país. A sua localização junto ao mar deve-se a Hassan II ter  inspirado no seguinte versículo do Corão (livro sagrado dos muçulmanos): “O trono de Deus encontrava-se sobre a água”.

Há horários predefinidos para visitação e ela deve ser feita obrigatoriamente com guias credenciados, os quais são contratados no local. Às sextas-ferias não há visitas.

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Além da Mesquita, passamos pela Praça das Nações Unidas e visitamos o enorme shopping da cidade (Morocco Mall) com seu aquário gigantesco e lojas de grifes famosas. O shopping é longe do centro e perto da praia Aïn Diab. O bondinho da cidade chega até esta praia (atenção para a rota de destino, pois ele possui dois itinerários) de onde é necessário tomar um táxi ou fazer uma longa caminhada.

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Uma experiência inesquecível no Marrocos – parte II – onde ficar – as vantagens e desvantagens de um riad

A primeira questão que surge ao decidir viajar para o Marrocos é onde se hospedar, em um hotel tradicional ou em um riad. No Marrocos há hotéis para todos os gostos e todos os bolsos. Resta saber o que você está disposto fazer e gastar.

Quando resolvemos ir para lá, decidimos que queríamos ter um contato bem próximo com a cultura e com o modo de vida marroquino e a indicação para quem quer “viver o Marrocos” é hospedar-se em um riad. A verdade é que, viajar ao Marrocos e não se hospedar sequer por uma noite num local desses é perder uma oportunidade bem interessante. Vale a pena. Essa é a conclusão que chegamos.

Riad é uma casa normalmente do fim do século XVIII ou século XIX, antigamente habitada pela alta burguesia marroquina.  Essas casas foram restauradas e abertas ao público como uma espécie de hotel, possuindo poucos quartos e oferecendo um ambiente familiar e sossegado.

Os riads se situam na parte velha da cidade, dentro da Medina. Geralmente possuem uma parte central, localizada no térreo, onde ficam as salas de estar e jantar e a cozinha. Nos andares superiores ficam os quartos e acima o térreo, onde geralmente são servidos os cafés da manhã.

Enfim, por essas e outras, escolhemos ficar em um riad em todos os locais por onde passamos, salvo em Casablanca, onde ficamos no Ibis Casa Voyageurs, e ao longo do tour do deserto, que ficamos em hotéis tradicionais incluídos no pacote contratado.

Em Marraquexe ficamos no Riad chamado Oumaima (www.riad-oumaima.com). Ele fica a uns 10 minutos a pé da famosa praça Jeema-El-Fna, caminhando por meio dos souks. Como todo riad, ele fica dentro da Medina e foi a primeira experiência sinistra que tivemos no Marrocos.

Seguinte: para todos aqueles que vão se hospedar em riads, aconselhamos, num primeiro momento, contratar o transfer do hotel. Isso, porque o interior da Medina, em sua grande parte, não é acessível aos táxis. Assim, num dado momento, eles param e te deixam em determinado local conhecido como “depósito de táxis” e, dali para frente, você precisa pegar sua mala e seguir a pé. E não é nada fácil andar pela Medina (principalmente quando você acaba de chegar!). São ruelas e mais ruelas que parecem um imenso labirinto. Além disso, caímos nas garras dos conhecidos e famosos “falsos guias” – comentamos sobre eles no post anterior (parte I) -, meninos que te oferecem ajuda para chegar a determinado lugar e, tal como ocorreu com a gente, fazem você andar mais do que o necessário para conseguir uns dirhams a mais. É uma primeira impressão péssima de tudo, confessamos! Mas o fato é que, depois de ficar livre desses sujeitinhos e pisar dentro do riad, somos recebidos com um delicioso chá de menta e biscoitinhos marroquinos bem gostosos… uma recepção calorosa e familiar, num ambiente inexplicavelmente diferente daquilo que você passou para chegar até ali! rsrsrs… E é isso que tem que ficar bem claro… chegar em um riad não é nada fácil (seja em Marraquexe ou em qualquer outra medina do Marrocos). As casas são praticamente invisíveis aos olhos de nós viajantes, pois são totalmente fechadas do lado de fora. Possuem uma portinha minúscula e humilde que, ao se abrir, revela um lugar de charme e aconchego!

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Tirando esse susto inicial, nada a reclamar do nosso primeiro riad! Fomos extremamente bem recebidos e auxiliados em tudo o que precisamos. O café da manhã era bem gostosinho, preparado na hora, tudo bem fresco e quentinho! Os quartos são limpos e tradicionais. Possuem ar condicionado e aquecedor.

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Na cidade de Marraquexe, indicamos também o Riad Charcam (www.riadcharcam.com), que um amigo nosso ficou hospedado. É super arrumadinho! A decoração é bem legal! Fica bem próximo ao Riad Oumaima.

Em Fes, ficamos no riad L’Artiste (www.riadlartiste.com). O atendimento foi ótimo, a comida deliciosa! A única ressalva: não aceitem ficar no quarto do térreo. Ficamos nele a primeira noite e o odor vindo do banheiro é terrível. Por sorte, conseguimos mudar de quarto no dia seguinte… rsrsrsr….

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Em Méknes, ficamos no riad La Maison D’à Côté (www.riadmaisondacote.com). Simples, mas muito limpinho. Fica bem localizado. Nossa estada aqui foi tão rapidinha que nem lembramos de tirar foto… uma pena! Como o riad fica escondido na medina, o dono se disponibiliza para ensinar o caminho no primeiro dia de hospedagem.

Em Casablanca, conforme já mencionamos, ficamos no Ibis Casa Voyageurs. É igual a todo Ibis, só que com uma decoração tipicamente marroquina. A localização, principalmente para quem vai tomar o trem rumo a outros destinos,  é excelente, pois o hotel fica exatamente do lado da estação. Além disso, o bondinho, que corta praticamente toda a cidade, tem um ponto próximo.

Por fim, não podemos deixar de mencionar que na maioria dos riads tivemos problemas com a hora do banho, pois a água quente é, de uma certa forma, limitada à capacidade do boiler. Neste quesito, ponto favorável apenas para o de Meknes!