Uma experiência inesquecível no Marrocos – parte II – onde ficar – as vantagens e desvantagens de um riad

A primeira questão que surge ao decidir viajar para o Marrocos é onde se hospedar, em um hotel tradicional ou em um riad. No Marrocos há hotéis para todos os gostos e todos os bolsos. Resta saber o que você está disposto fazer e gastar.

Quando resolvemos ir para lá, decidimos que queríamos ter um contato bem próximo com a cultura e com o modo de vida marroquino e a indicação para quem quer “viver o Marrocos” é hospedar-se em um riad. A verdade é que, viajar ao Marrocos e não se hospedar sequer por uma noite num local desses é perder uma oportunidade bem interessante. Vale a pena. Essa é a conclusão que chegamos.

Riad é uma casa normalmente do fim do século XVIII ou século XIX, antigamente habitada pela alta burguesia marroquina.  Essas casas foram restauradas e abertas ao público como uma espécie de hotel, possuindo poucos quartos e oferecendo um ambiente familiar e sossegado.

Os riads se situam na parte velha da cidade, dentro da Medina. Geralmente possuem uma parte central, localizada no térreo, onde ficam as salas de estar e jantar e a cozinha. Nos andares superiores ficam os quartos e acima o térreo, onde geralmente são servidos os cafés da manhã.

Enfim, por essas e outras, escolhemos ficar em um riad em todos os locais por onde passamos, salvo em Casablanca, onde ficamos no Ibis Casa Voyageurs, e ao longo do tour do deserto, que ficamos em hotéis tradicionais incluídos no pacote contratado.

Em Marraquexe ficamos no Riad chamado Oumaima (www.riad-oumaima.com). Ele fica a uns 10 minutos a pé da famosa praça Jeema-El-Fna, caminhando por meio dos souks. Como todo riad, ele fica dentro da Medina e foi a primeira experiência sinistra que tivemos no Marrocos.

Seguinte: para todos aqueles que vão se hospedar em riads, aconselhamos, num primeiro momento, contratar o transfer do hotel. Isso, porque o interior da Medina, em sua grande parte, não é acessível aos táxis. Assim, num dado momento, eles param e te deixam em determinado local conhecido como “depósito de táxis” e, dali para frente, você precisa pegar sua mala e seguir a pé. E não é nada fácil andar pela Medina (principalmente quando você acaba de chegar!). São ruelas e mais ruelas que parecem um imenso labirinto. Além disso, caímos nas garras dos conhecidos e famosos “falsos guias” – comentamos sobre eles no post anterior (parte I) -, meninos que te oferecem ajuda para chegar a determinado lugar e, tal como ocorreu com a gente, fazem você andar mais do que o necessário para conseguir uns dirhams a mais. É uma primeira impressão péssima de tudo, confessamos! Mas o fato é que, depois de ficar livre desses sujeitinhos e pisar dentro do riad, somos recebidos com um delicioso chá de menta e biscoitinhos marroquinos bem gostosos… uma recepção calorosa e familiar, num ambiente inexplicavelmente diferente daquilo que você passou para chegar até ali! rsrsrs… E é isso que tem que ficar bem claro… chegar em um riad não é nada fácil (seja em Marraquexe ou em qualquer outra medina do Marrocos). As casas são praticamente invisíveis aos olhos de nós viajantes, pois são totalmente fechadas do lado de fora. Possuem uma portinha minúscula e humilde que, ao se abrir, revela um lugar de charme e aconchego!

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Tirando esse susto inicial, nada a reclamar do nosso primeiro riad! Fomos extremamente bem recebidos e auxiliados em tudo o que precisamos. O café da manhã era bem gostosinho, preparado na hora, tudo bem fresco e quentinho! Os quartos são limpos e tradicionais. Possuem ar condicionado e aquecedor.

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Na cidade de Marraquexe, indicamos também o Riad Charcam (www.riadcharcam.com), que um amigo nosso ficou hospedado. É super arrumadinho! A decoração é bem legal! Fica bem próximo ao Riad Oumaima.

Em Fes, ficamos no riad L’Artiste (www.riadlartiste.com). O atendimento foi ótimo, a comida deliciosa! A única ressalva: não aceitem ficar no quarto do térreo. Ficamos nele a primeira noite e o odor vindo do banheiro é terrível. Por sorte, conseguimos mudar de quarto no dia seguinte… rsrsrsr….

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Em Méknes, ficamos no riad La Maison D’à Côté (www.riadmaisondacote.com). Simples, mas muito limpinho. Fica bem localizado. Nossa estada aqui foi tão rapidinha que nem lembramos de tirar foto… uma pena! Como o riad fica escondido na medina, o dono se disponibiliza para ensinar o caminho no primeiro dia de hospedagem.

Em Casablanca, conforme já mencionamos, ficamos no Ibis Casa Voyageurs. É igual a todo Ibis, só que com uma decoração tipicamente marroquina. A localização, principalmente para quem vai tomar o trem rumo a outros destinos,  é excelente, pois o hotel fica exatamente do lado da estação. Além disso, o bondinho, que corta praticamente toda a cidade, tem um ponto próximo.

Por fim, não podemos deixar de mencionar que na maioria dos riads tivemos problemas com a hora do banho, pois a água quente é, de uma certa forma, limitada à capacidade do boiler. Neste quesito, ponto favorável apenas para o de Meknes!

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