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Uma experiência inesquecível no Marrocos – parte VI – tour de 4 dias pelo Atlas e deserto de Saara

Ir ao Marrocos e não conhecer o deserto é perder a chance de viver uma experiência incrível! Para nós, foi a parte mais sensacional da viagem, do início ao fim!

Contratamos o tour pela internet, aqui mesmo do Brasil, com a empresa chamada Portal Marrocos. Nosso contato se deu praticamente por e-mail, com o Youssef. Educadíssimo, super atencioso, respondia nossos e-mails com total presteza. Super indicamos! (www.portalmarrocos.com). O passeio incluía um carro 4×4 Toyota Land Cruiser com motorista e gasolina por 4 dias, 2 noites em meia pensão (jantar e café da manhã) em hotéis especificados no contrato, 1 noite em um acampamento no deserto do Saara com jantar e café da manhã e um passeio de dromedário. Bebidas, almoços, ingressos de visitas, guias locais, gorjetas e compras não estavam incluídas. Éramos cinco amigos. Pagamos pelo tour completo 295 euros por pessoa.

Nosso tour começou no dia 22, após o café da manhã, quando partimos de Marraquexe rumo a Telouet através das altas montanhas do Atlas passando pela TiziNitchka (estrada mais alta e espetacular do Alto Atlas) até alcançarmos 2.260m. Visitamos o Kasbah (castelo) do Pachá Glaoui em Telouet, onde almoçamos. Glaoui foi um líder bérbere que ganhou notoriedade através do sultão Moulay el Hassan, sendo um dos principais aliados das forças colonias francesas. Chegou a ser nomeado “Pachá de Marraquexe”. Foi, mais tarde, líder da oposição contra o sultão Mohammed V. Morreu em 1956 . O local se destaca por ter sido uma importante parada de caravanas entre Ouarzazate e Marraquexe.

O guia contratado no próprio local e que nos apresentou o Kasbah era engraçadíssimo. Pagamos 10 dirham por pessoa pela entrada e depois juntamos o pessoal do grupo e demos mais alguns dirhans para o guia (sempre funciona assim, ok. Você paga a entrada, mas se solicitar o acompanhamento de um guia do local, terá que, ao final, dar-lhe uma gorjeta. Geralmente calculávamos 10 dirhans por pessoa para dar ao guia).

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O almoço estava bem gostoso! De entrada veio uma salada e de prato principal um tajine de frango maravilhoso! Acho que foi o mais saboroso de toda a viagem. Tinha frutas misturadas, como figo e ameixa. O caldo era tão gostoso que quase faltou pão para molharmos. De sobremesa, como de costume, vieram mexiricas. As mexiricas deles são pequenas e bem docinhas.

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Após o almoço, seguimos até Aït Ben Haddou, passando pelo vale de Ounila com seus vilarejos bérberes. Aït Ben Haddou é uma cidade fortificada que foi declarada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade em 1987. O Ksar de Aït Ben Haddou é um dos exemplares mais marcantes da arquitetura típica do sul do Marrocos. Antigamente era um importante ponto de parada de caravanas entre Ouarzazate e Marraquexe. A cidade é constituída por um grupo de várias pequenas fortalezas. Aït Ben Haddou é hoje largamente usada para cenário de filmes como por exemplo Lawrence da Arábia, O Gladiador, Cleópatra, etc.

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Eis a lista de alguns filmes que foram filmados aqui:

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No final do dia, chegamos em Ouarzazate, cidade ao sul do Marrocos apelidada como a “porta do deserto”. Jantamos e pernoitamos no hotel Dar Chamaa (www.darchamaa.com). O hotel era bem arrumadinho e, como é de praxe, fomos recebidos com chá de menta e uma porção de amendoim. Tomamos um vinho e comemos um tajine de carne.

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No dia 23 bem cedo, visitamos os Estúdios de Cinema que ficam em Ouarzazate (estúdio Atlas Corporation). Impressionante como tantos filmes conhecidos são filmados aqui. A escolha por esse local se deve ao fato de aqui ser um lugar que quase não chove. Os cenários são feitos de gesso ou isopor, não havendo risco de derreterem ou estragarem em virtude de chuvas. A ausência de chuvas permite, ainda, que as filmagens ocorram de forma contínua, sem interrupções. A qualidade da luz, com um sol brilhante pelos menos durante 300 dias por ano também é um atrativo para as filmagens. Soma-se a tudo isso, o fato de aqui a mão de obra ser bem barata.

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Após conhecermos os estúdios de cinema, partimos para Skoura pela “Rota dos Mil Kasbahs”, onde visitamos o Kasbah Amredhyle, o mais extravagante e impressionante de todos os kasbahs Glaoui. Os Kasbah são espaços fortificados de origem bérbere usados como refúgio para pessoas e animais. São feitos de tijolos de abobe (argila, estrume e palha).

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Continuamos a viagem para a capital das rosas – Kelaa Mgouna, Boumalne e Tinghir -, mas não paramos para conhecer pois não era estação das flores, não sendo a visita atrativa nesse período. Seguimos, então, para as Gargantas de Toudra (desfiladeiro na parte oriental da cordilheira do Alto Atlas, situado a noroeste da cidade de Tinghir), onde aproveitamos para almoçar.

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Após o almoço, nos dirigimos para Merzouga, onde, no dia seguinte, o deserto nos esperava. Chegamos no hotel Nomad Palace (www.hotelnomadpalace.com) no final do dia.

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No dia seguinte, acordamos animadíssimos!!! Era o dia de conhecer o deserto!!! A primeira parada foi na cidade de Khamlia, uma aldeia Gnaouna, onde assistimos uma apresentação típica.

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Depois, conhecemos as minas de Mifiss e visitamos uma família nômade bérbere.

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Em seguida paramos para admirar as impressionantes dunas de Merzouga e Erg Chebbi e o platô do deserto. Muito lindo!

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Uma visita rápida em Erfourd para conhecer a industrialização de marbre e fósseis e retornamos para o hotel, onde a principal atração de todo o tour nos aguardava: o passeio com uma caravana de dromedários para ver o pôr do sol nas dunas do deserto, jantar e pernoitar em tendas bérberes no meio das dunas!

Arrumamos uma mochila com itens básicos (água mineral, lenços umidecidos, remédios, escova e pasta de dente, roupa de frio) e nos dirigimos para o lado do hotel onde os dromedários já nos esperavam!

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Impossível descrever a emoção de subir em um dromedário…!!!! Dá um medo e um frio na barriga gigante!!! O caminho pelas dunas é indescritivelmente lindo!!! Sinceramente, a coisa mais linda que já vimos na vida!!! Emocionante! Inexplicável! Sensacional!

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Como se não bastasse o caminho pelas dunas que já estava fantástico, o pôr do sol conseguiu fazer tudo aquilo ficar ainda mais belo!

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Mais um pouco de dunas e chegamos no nosso acampamento, com a noite já caindo. Dormir no deserto é uma experiência única! Frio, muuuuito frio! A noite foi de festa e muito riso! Era dia 24 de dezembro!

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No dia seguinte, acordamos cedo para ver o sol nascer.

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Voltamos para o hotel de 4×4, apesar de ser possível retornar de dromedário. Tomamos um banho quente e um café da manhã para, em seguida, nos dirigir rumo a Errachidia via Erfoud e o vale do Ziz. Em outubro, Erfoud sedia o Festival de Tâmara, que inclui corridas de camelos, danças folclóricas e eleição da rainha da Tâmara.

Continuamos para Midelt, onde almoçamos. Seguimos para Fes, através da floresta de cedro de Azrou e as montanhas de Médio Atlas.

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Chegamos em Fes por volta das 18 horas do dia 25 de dezembro. A viagem desse último dia do tour foi bem longa e cansativa, mas bem interessante. Pegamos chuva, vimos neve e tempestade de areia. Tudo em uma única viagem e em um único dia. Louco demais!

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O tour do deserto acabou aqui, já deixando saudades! No outro dia, teríamos Fes para conhecer!

Uma experiência inesquecível no Marrocos – parte V – Essaouria

Essaouria é uma charmosa cidade que está localizada na costa do oceano Atlântico. Conhecida como cidade do vento, foi classificada pela UNESCO no ano de 2009 como Patrimônio Mundial. É uma cidade litorânea bem tranquila, sendo a parte mais agitada o porto pesqueiro. Algumas cenas do filme Otelo foram filmadas aqui. A praia é bem extensa, mas o vento forte faz com ela seja melhor para o windsurf do que para o banho. É gostoso passear a pé pela pequena cidade.

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Contratamos um tour de um dia para conhecer Essaouria, saindo de Marraquexe pela manhã e retornando no final da tarde (tempo suficiente para conhecer a cidade).

No caminho, visitamos uma cooperativa de mulheres que fabricam o famoso óleo de argan. Interessante demais como os filhotes de cabras sobem nas árvores de argan para comer o seu fruto. Com a semente são feitos azeites, sabonetes, cremes, óleos para rosto, cabelo, corpo, dentre outros. Uma variedade enorme de produtos para beleza e alimentação. Não é tão barato quanto imaginávamos… a intenção era trazer de lembrança para as mulheres da nossa família, mas infelizmente o dindim não dava para tanto…

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Uma experiência inesquecível no Marrocos – parte III – Casablanca

Casablanca foi nosso primeiro destino dentro do Marrocos. É a maior e mais moderna cidade do país, localizada na costa do Oceano Atlântico. Como primeira parada, Casablanca é o lugar ideal, pois permite que a gente vá se adaptando aos poucos ao modo de vida marroquino e a essa cultura tão diferente da nossa ocidental.

Porta de entrada ao país, o Aeroporto Internacional Mohammed V possui uma estação de trem com saídas frequentes e baratas rumo ao centro e à estação Casa Voyageurs, de onde partem trens para várias cidades marroquinas.

O ponto turístico mais importante de Casablanca é a Mesquita Hassan II, considerada a segunda maior depois de Meca e uma das poucas que permite a entrada de não muçulmanos para visitação. Ela é linda, com uma arquitetura de encantar, e possui tecnologias super modernas como resistência sísmica, teto que abre automaticamente, soalho aquecido, dentre outras. A sala de abluções (rito de higienização dos muçulmanos, realizado antes da oração) é enorme e surpreendente! O mesmo pode se dizer do enorme espaço para hamman (sauna/banho marroquino), que fica no subsolo da Mesquita.  Seu minarete (torre alta existente em todas as Mesquitas, de onde o “almuadem” anuncia as 5 orações diárias) é o mais alto do país. A sua localização junto ao mar deve-se a Hassan II ter  inspirado no seguinte versículo do Corão (livro sagrado dos muçulmanos): “O trono de Deus encontrava-se sobre a água”.

Há horários predefinidos para visitação e ela deve ser feita obrigatoriamente com guias credenciados, os quais são contratados no local. Às sextas-ferias não há visitas.

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Além da Mesquita, passamos pela Praça das Nações Unidas e visitamos o enorme shopping da cidade (Morocco Mall) com seu aquário gigantesco e lojas de grifes famosas. O shopping é longe do centro e perto da praia Aïn Diab. O bondinho da cidade chega até esta praia (atenção para a rota de destino, pois ele possui dois itinerários) de onde é necessário tomar um táxi ou fazer uma longa caminhada.

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Uma experiência inesquecível no Marrocos – parte II – onde ficar – as vantagens e desvantagens de um riad

A primeira questão que surge ao decidir viajar para o Marrocos é onde se hospedar, em um hotel tradicional ou em um riad. No Marrocos há hotéis para todos os gostos e todos os bolsos. Resta saber o que você está disposto fazer e gastar.

Quando resolvemos ir para lá, decidimos que queríamos ter um contato bem próximo com a cultura e com o modo de vida marroquino e a indicação para quem quer “viver o Marrocos” é hospedar-se em um riad. A verdade é que, viajar ao Marrocos e não se hospedar sequer por uma noite num local desses é perder uma oportunidade bem interessante. Vale a pena. Essa é a conclusão que chegamos.

Riad é uma casa normalmente do fim do século XVIII ou século XIX, antigamente habitada pela alta burguesia marroquina.  Essas casas foram restauradas e abertas ao público como uma espécie de hotel, possuindo poucos quartos e oferecendo um ambiente familiar e sossegado.

Os riads se situam na parte velha da cidade, dentro da Medina. Geralmente possuem uma parte central, localizada no térreo, onde ficam as salas de estar e jantar e a cozinha. Nos andares superiores ficam os quartos e acima o térreo, onde geralmente são servidos os cafés da manhã.

Enfim, por essas e outras, escolhemos ficar em um riad em todos os locais por onde passamos, salvo em Casablanca, onde ficamos no Ibis Casa Voyageurs, e ao longo do tour do deserto, que ficamos em hotéis tradicionais incluídos no pacote contratado.

Em Marraquexe ficamos no Riad chamado Oumaima (www.riad-oumaima.com). Ele fica a uns 10 minutos a pé da famosa praça Jeema-El-Fna, caminhando por meio dos souks. Como todo riad, ele fica dentro da Medina e foi a primeira experiência sinistra que tivemos no Marrocos.

Seguinte: para todos aqueles que vão se hospedar em riads, aconselhamos, num primeiro momento, contratar o transfer do hotel. Isso, porque o interior da Medina, em sua grande parte, não é acessível aos táxis. Assim, num dado momento, eles param e te deixam em determinado local conhecido como “depósito de táxis” e, dali para frente, você precisa pegar sua mala e seguir a pé. E não é nada fácil andar pela Medina (principalmente quando você acaba de chegar!). São ruelas e mais ruelas que parecem um imenso labirinto. Além disso, caímos nas garras dos conhecidos e famosos “falsos guias” – comentamos sobre eles no post anterior (parte I) -, meninos que te oferecem ajuda para chegar a determinado lugar e, tal como ocorreu com a gente, fazem você andar mais do que o necessário para conseguir uns dirhams a mais. É uma primeira impressão péssima de tudo, confessamos! Mas o fato é que, depois de ficar livre desses sujeitinhos e pisar dentro do riad, somos recebidos com um delicioso chá de menta e biscoitinhos marroquinos bem gostosos… uma recepção calorosa e familiar, num ambiente inexplicavelmente diferente daquilo que você passou para chegar até ali! rsrsrs… E é isso que tem que ficar bem claro… chegar em um riad não é nada fácil (seja em Marraquexe ou em qualquer outra medina do Marrocos). As casas são praticamente invisíveis aos olhos de nós viajantes, pois são totalmente fechadas do lado de fora. Possuem uma portinha minúscula e humilde que, ao se abrir, revela um lugar de charme e aconchego!

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Tirando esse susto inicial, nada a reclamar do nosso primeiro riad! Fomos extremamente bem recebidos e auxiliados em tudo o que precisamos. O café da manhã era bem gostosinho, preparado na hora, tudo bem fresco e quentinho! Os quartos são limpos e tradicionais. Possuem ar condicionado e aquecedor.

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Na cidade de Marraquexe, indicamos também o Riad Charcam (www.riadcharcam.com), que um amigo nosso ficou hospedado. É super arrumadinho! A decoração é bem legal! Fica bem próximo ao Riad Oumaima.

Em Fes, ficamos no riad L’Artiste (www.riadlartiste.com). O atendimento foi ótimo, a comida deliciosa! A única ressalva: não aceitem ficar no quarto do térreo. Ficamos nele a primeira noite e o odor vindo do banheiro é terrível. Por sorte, conseguimos mudar de quarto no dia seguinte… rsrsrsr….

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Em Méknes, ficamos no riad La Maison D’à Côté (www.riadmaisondacote.com). Simples, mas muito limpinho. Fica bem localizado. Nossa estada aqui foi tão rapidinha que nem lembramos de tirar foto… uma pena! Como o riad fica escondido na medina, o dono se disponibiliza para ensinar o caminho no primeiro dia de hospedagem.

Em Casablanca, conforme já mencionamos, ficamos no Ibis Casa Voyageurs. É igual a todo Ibis, só que com uma decoração tipicamente marroquina. A localização, principalmente para quem vai tomar o trem rumo a outros destinos,  é excelente, pois o hotel fica exatamente do lado da estação. Além disso, o bondinho, que corta praticamente toda a cidade, tem um ponto próximo.

Por fim, não podemos deixar de mencionar que na maioria dos riads tivemos problemas com a hora do banho, pois a água quente é, de uma certa forma, limitada à capacidade do boiler. Neste quesito, ponto favorável apenas para o de Meknes!

Uma experiência inesquecível no Marrocos – parte I

A nossa viagem ao Marrocos começou exatamente no dia 17 de julho de 2013, quando o nosso time do coração, o Clube Atlético Mineiro, ganhou a Libertadores e nos empolgou a atravessar o Atlântico para vê-lo jogar o Mundial de Clubes na cidade de Marraquexe. Conhecer o Marrocos não estava nos nossos planos até então, mas o fato é que, mesmo tendo perdido o campeonato, o nosso time brilhou simplesmente por nos ter proporcionado essa experiência incrível de desvendar esse lugar tão diferente de tudo o que já tínhamos visto na vida! Era tudo novo, tudo diferente para nós. Língua, cultura, religião, tudo era novo e curiosamente interessante! Foram meses de pesquisa e espera. Montamos um roteiro que nos pareceu bem legal. Então, “bora” viajar nessa viagem! Serão vários posts para contar tudinho, nos mínimos detalhes! Vem com a gente!

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– INFORMAÇÕES GERAIS

O Marrocos é um país localizado na África, próximo da Espanha, separados apenas pelo estreito de Gibraltar. A capital é a cidade de Rabat.

A maioria da população marroquina é muçulmana, mas os bérberes (habitantes originais do Marrocos) mantêm alguns antigos costumes pagãos.

Os bérberes vivem nas montanhas e possuem a segunda língua mais falada no Marrocos, estando atrás apenas da língua árabe. Os bérberes escrevem da esquerda para a direita, ao contrário dos árabes que o fazem da direita para a esquerda. A escrita berbere quase não é praticada, pois por um bom tempo era proibida, sendo o árabe e o francês as línguas oficialmente ensinadas nas escolas.

Durante o mês sagrado do Ramadã, os muçulmanos evitam comer do nascer ao por do sol. A sexta-feira é para eles como o nosso domingo é para os cristãos, dia dedicado a orações e, por isso, parte do comércio e algumas atrações turísticas fecham ou operam em horário reduzido.

A moeda oficial do país é o dirham.

O transporte público funciona muito bem. Linhas de trens ligam as principais cidades do país e são confortáveis e baratas. Os horários ficam expostos nas estações principais e também on line (www.oncf.org.ma). Pagar para viajar na 1ª classe lhe dá a vantagem de garantir um assento e fazer todo o trajeto sentado, além de oferecer maior espaço e conforto.

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A maioria das cidades marroquinas possui uma parte velha e uma parte nova. A velha é chamada de Medina e a nova de Ville Nouvelle. As Medinas são formadas por um labirinto de ruas estreitas, as quais são cheias de souks – mercados ao ar livre. Elas são muradas e possuem inúmeros portões, que são, por si sós, uma atração a parte.

O principal meio de explorar as Medinas é caminhando. E o mais comum de acontecer ao fazer isso é você se perder ou se sentir perdido em meio ao emaranhado de becos e comércio. Num primeiro momento, dá um certo medo, mas ele logo passa, e andar pela Medina torna-se prazeroso e divertido! Cuidado, contudo, com os chamados “falsos guias”, que estão presentes em praticamente todas as cidades marroquinas, principalmente em Marraquexe e Fes. Eles te abordam “oferecendo ajuda”, alegando inúmeras coisas, desde que a Medina é um lugar perigoso, que o hotel que você reservou não é bom ou que está fechado, que a atração que você procura não abre naquele dia, tudo isso visando um único propósito: arrancar de você alguns dirhams. Uma amolação, sem dúvida!!! Infelizmente, passamos por uma experiência nada agradável tão logo chegamos em Marraquexe. Um “malandro” desses nos ofereceu ajuda para encontrarmos o nosso riad e, ao invés de fazer um caminho tranquilo e curto, que nos levaria direto ao nosso destino, o danado deu voltas e mais voltas com a gente, para, depois, com a desculpa de que o caminho foi longo, cobrar umas moedas a mais! Então, sempre que precisar de ajuda, procure guias oficiais ou a polícia. Há também, em algumas localidades, centros de informações ao turista. Baixar a sua localização no Google Maps também é uma ótima saída. Assim, é possível localizar-se pelo GPS sem estar conectado à internet! Descobrimos isso depois, o que facilitou andar pelo “labirinto” da Medina!

Quanto ao serviço de táxi, existem no Marrocos dois tipos: o petit taxi, que circula dentro da cidade e leva no máximo três pessoas e o grand taxi, que opera como os táxis normais, mas que não possuem taxímetro (é preciso combinar o valor de antemão). Nos petit taxis, apesar de haver taxímetro, estes raramente são ligados. É preciso insistir com o motorista para que ele seja usado. Como quase tudo no Marrocos, a corrida de táxi deve ser objeto de negociação. Faça isso antes mesmo de embarcar, para não ter que pagar depois muito mais do que o trajeto realmente vale.

Sinceramente, dirigir dentro das cidades, não é nada fácil… o trânsito é uma loucura!!! A sensação que tivemos é que não existem regras de trânsito!!! Por isso, pense duas vezes antes de alugar um carro.

Existem várias opções de hospedagem no Marrocos, desde hotéis, riads, albergues e campings. Falaremos sobre os hotéis e riads em um post específico, ok!

É possível comer bem no Marrocos! Existem vários restaurantes gostosos tanto dentro quanto fora das Medinas e ainda dentro dos hotéis. Uma refeição completa geralmente começa com saladas cruas e cozidas. A sopa (harira) também é uma opção de entrada. Em seguida são servidos tajines (cozido de legumes e/ou carne) ou cuscuz. De sobremesa vêm frutas frescas, geralmente mexerica e maça ou doces marroquinos. Muito gostosos por sinal! Pães são servidos durante toda a refeição e são uma delícia! A pastilla também é um prato bem gostoso. Parece um pastel folhado recheado de frango e polvilhado de canela. Tem um sabor meio doce, meio salgado. É muito comum o uso de frutas nos pratos principais, tais como figos, passas, ameixas e tâmaras. O cominho é um tempero bastante presente na culinária marroquina.  Os brochetes de carne, frango ou cafta, acompanhados de batatas fritas, são uma opção interessante para quando se quer dar um tempinho no cuscuz e no tajine. Além da culinária típica marroquina, é possível encontrar também restaurantes que servem comida internacional. Fora das Medinas, na parte nova das cidades, é possível encontrar Mc Donald’s, Pizza Hut, entre outras franquias do tipo.

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Por todo o Marrocos é possível ver pés de laranja lindos e lotados de frutos. O suco de laranja é famoso e é servido fresco na maioria dos lugares. Como a água é uma questão delicada no país, prefira os sucos feitos apenas do sumo da laranja, evitando aqueles que vem misturados à água. Há água mineral engarrafada em todos os lugares e também refrigerantes. Bebidas alcoólicas são difíceis de serem encontradas, devido à religião muçulmana. Dentro das Medinas é quase impossível encontrar lugares que as sirvam. Alguns riads as vendem aos hóspedes para consumo interno. Nos restaurantes localizados fora da Medina é um pouco mais fácil encontrar cerveja e vinho, mas lembre-se, beber no Marrocos deve ser feito apenas dentro dos restaurantes e bares. Nem pense em sair nas ruas com uma garrafa ou latinha nas mãos. É crime! Há duas marcas de cerveja nacionais: a Casablanca e a Flag. Também há bons vinhos. Tomamos um tinto chamado Président, fácil de encontrar nos restaurantes que frequentamos.

O chá de menta é outro produto famoso! Na maioria dos lugares, você é sempre recebido com um copinho. É interessantíssima a forma como o chá é servido, com o bule a uma certa distância do copo, despejando do alto o líquido quente! Em algumas oportunidades, junto com um copinho de chá, são servidos também docinhos e biscoitos marroquinos deliciosos! Nossa, só de lembrar deu vontade de tomar um! rsrs…

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Fazer compras nos souks é sinônimo de pechinchar! E para fazer isso, a regra é ter calma e não se intimidar! Tenha em mente o valor máximo que quer pagar por determinado produto e dê um valor bem abaixo dele. Vá negociando aos poucos até chegar naquele valor que você tinha imaginado pagar e diga: esse é meu preço final. Na maioria das vezes ele será aceito e, pode acreditar, a chance de você ter pago caro é bem grande! rsrsrsrs…. É divertido!

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