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Uma experiência inesquecível no Marrocos – parte VII – Fez

Localizada no norte do país, Fez é a mais antiga das quatro cidades imperiais do Marrocos. Até 1912, era também a sua capital. Sua principal Medina chama-se Fez El-Bali, tombada pela Unesco como Patrimônio da Humanidade desde 1981.

Fez foi nossa penúltima parada, antes de nos despedirmos do Marrocos e retornarmos ao Brasil. Não sei se por estar chovendo ou se por estarmos bem cansados, o fato é que Fez não nos surpreendeu como esperávamos. Não que não seja interessante. É sim! Mas acontece que, após conhecer Casablanca, Marraquexe, o Médio e o Alto Atlas, assim como o deserto, as atrações turísticas de Fez ficaram bem comuns pra gente… Mesmo assim, não podemos deixar de dizer que é um lugar legal pra se conhecer, até porque, foi em Fez que sentimos a cultura e modo de vida muçulmano mais forte. Nas ruas da Medina, a quantidade de mulheres com véu e burca é bem maior que em Casablanca ou Marraquexe. Foi aqui que vimos os tão falados bares frequentados apenas por homens e olhares destes meio que de superioridade para as mulheres do nosso grupo. Foi aqui também que a presença dos “falsos guias” dentro dos souks foi mais intensa, estressante e chata.

Outro detalhe que observamos: ao contrário do que pensávamos, comprar em Marraquexe vale mais a pena do que em Fez. Apesar de ser muito turística, os preços em Marraquexe conseguem ser melhores que os de Fez. Além disso, negociar aqui nos pareceu mais complicado. Os comerciantes são mais incisivos no preço. Não abaixam o valor tanto quanto os comerciantes de Marraquexe. Só para ter uma ideia, nossa amiga pagou em Fez, pelas mesmas pacheminas que comprou em Marraquexe, um valor bem mais alto. O mesmo aconteceu com uma outra colega que pagou mais que o dobro por luminárias que deixou de adquirir em Marraquexe para comprá-las em Fez. O famoso óleo de argan também é mais caro. Isso só para dar alguns poucos exemplos.

Antes, ainda, de falar especificamente dos pontos turísticos, não podemos deixar de destacar que andar pela Medina de Fez não é tão complicado quanto dizem. Sim, a Medina de Fez consegue ser bem mais labiríntica que a de Marraquexe, mas o fato é que, hoje, ela está muito bem sinalizada. Os trajetos dentro da Medina estão divididos por cores. Então, basta escolher o traçado que se quer fazer e seguir, literalmente, a cor e direção das plaquinhas que estão fixadas no alto das ruas dos souks. Não estamos dizendo que não seja possível se perder. É sim, e nos perdemos umas duas vezes. Mas conseguimos voltar para a trilha escolhida, sem maiores complicações. No entanto, se mesmo assim você preferir andar acompanhado por um guia, escolha os guias oficiais que ficam nos portões principais da Medina. Nesse caso, eles te perguntaram o que pretende conhecer e te levaram nos lugares especificados por você. Sei de amigos que fizeram assim e não se arrependeram.

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Enfim, após essas informações gerais, vamos a alguns pontos turísticos de Fez:

– PORTÃO BAB BOUJELOUD

É a entrada principal para a Medina de Fez. Foi construído em 1913. Na região desse portão, há vários restaurantes e cafés. Aqui, também, se concentram os guias oficiais, para quem pretende fazer uma visita guiada pela Medina.

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– MEDERSA BOU INANIA

É considerado um dos monumentos mais magníficos do país. Foi construída no século XIV pelo sultão marínida Abou Inan, conhecido por ter a fama de gostar mais de sexo e assassinatos do que de religião, tanto que, segundo a lenda, líderes religiosos insistiam para que ele construísse sua medersa em um depósito de lixo. Por esta razão, ele buscou construir a mais bela e importante do país.

A Medersa Bou Inania é a única que possui minarete em Fez. A madrassa se ​​tornou uma das instituições religiosas mais importantes do Marrocos e ganhou o status de Grand Mosque.  A Medersa é um dos poucos lugares religiosos no Marrocos que é acessível para visitantes não muçulmanos.

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– MEDERSA SEFFARINE

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– MESQUITA AL QARAOUYINE

Considerada pelo Livro Guinness dos Recordes como a universidade mais antiga do mundo, sendo fundada em 859 por Fatima al-Fihri como parte de uma mesquita. É também um mosteiro. Proibida a entrada para não-muçulmanos.

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– SINAGOGA – BAIRRO JUDEU

O bairro judeu fica dentro da Medina. A maioria das Medinas tem um bairro judeu e estes sempre foram uma parte importante da população do Marrocos, apesar deste ser um país muçulmano.

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– PALÁCIO REAL

O Palácio Real de Fez foi construído no século XIV. É um dos maiores e mais antigos do Marrocos. Como na maioria das mesquitas e palácios de Marrocos, é impossível visitar o Palácio Real, ou mesmo olhá-lo por dentro.

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Uma experiência inesquecível no Marrocos – parte IV – Marraquexe

Marraquexe, conhecida como cidade vermelha, é, sem dúvida, a mais turística do Marrocos. À semelhança de muitas cidades marroquinas, Marraquexe tem uma parte antiga, a Medina, correspondente à cidade primitiva, cercada de muralhas e formada por um emaranhado de ruelas e becos, nas quais desenvolvem-se os souks, e a parte nova, chamada de Ville Nouvelle, composta por bairros modernos, dentre eles Gueliz, o mais elegante deles.

Marraquexe é vibrante e cada vez mais cosmopolita. No início, é fácil estranhar a confusão de gente, carro, motocicleta, carroça, sons, cores e cheiros, mas com o passar do tempo, acostuma-se com toda essa efervencencia e a cidade contagia.

Como cidade turística que é, Marraquexe possui várias atrações. Destacamos algumas delas:

– PRAÇA JEMAA EL-FNA

A praça Djemaa El-Fna é a cara de Marraquexe. Sem a praça e sem os souks (falaremos deles mais adiante), Marraquexe seria como outra cidade qualquer. Ela é tão interessante e diferente que foi enquadrada pela Unesco como Patrimônio Imaterial da Humanidade.

Durante o dia, a praça é uma mistura de sons e confusão. Encantadores de serpentes, vendedores de água, barraquinhas de suco de laranja, de frutas secas e de castanhas, dançarinos, acrobatas, domadores de macacos, mulheres que fazem henna, lutadores de boxe, dentre outros, disputam entre si a atenção dos transeuntes. Uma loucura!

Uma dica importante: tenha sempre dinheiro trocado para dar para os artistas de rua, principalmente se tiver a intenção de fotografá-los, e tenha cuidado com os encantadores de serpente. Caso eles percebam que você está olhando demais, ainda que de longe, demonstrando interesse nas najas, não farão cerimônia para abordá-lo e colocar no seu pescoço uma cobra. Uma vez feito isso, pegam a sua máquina fotográfica, tiram fotos suas e  só a devolvem depois de você pagar alguns dirhans.

Ao entardecer, toda essa bagunça dá lugar a um verdadeiro restaurante a céu aberto. Barracas e mais barracas vão sendo montadas e vendem comida fresca e barata. É comida pra todo gosto e para todo estômago. É possível encontrar desde brochetes (espetinhos) de carne, frango e cafta até sopa de caramujo e miolo de ovelha!

Ao redor da praça, há vários restaurantes e cafés, muitos deles com terraços disputadíssimos no cair da tarde. É muito gostoso sentar em um deles e ver a praça, principalmente no final do dia, quando ela se transforma. O pôr do sol visto desses terraços também é uma atração a parte. Tivemos essa experiência no Le Grand Balcon du Café Glacier. Valeu muito a pena!

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– PALÁCIO EL-BADI

O palácio El-Badi foi construído no século XVI pelo sultão saadiano Ahmed el-Mansour, com a intenção de consolidar o seu poder e anular as dinastias anteriores. Dizem que a construção demorou 25 anos para ser finalizada e necessitou de um exército de operários. Ganhou o nome de “incomparável” (El-Badi) e tornou-se uma referência arquitetônica no mundo muçulmano. Mármores italianos, ouro do Sudão e madeira da Índia faziam parte da decoração, até que o sultão Moulay Ismail levou grande parte dessa riqueza para construir o seu próprio palácio na cidade de Meknès. Não obstante, a enorme construção continua a impressionar. Segundo informações, em setembro, o palácio sedia o Festival Internacional de Cinema. Do andar superior, é possível ter uma visão panorâmica da Medina. Várias cegonhas gigantescas fazem ninhos no alto dos muros que rodeiam a construção.

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-PALÁCIO BAHIA

O palácio Bahia foi construído no século XIX por Bou Ahmed, ex-escravo de Moulay Hassan que ascendeu na vida. Dizem que ele vivia ali com quatro esposas, vinte e quatro concubinas e muitas crianças. A preferida chamava-se Bahia. A construção é composta por várias salas, o harem e um jardim com laranjeiras, limoeiros, bananeiras, jasmineiros e tamareiras. Os tetos são ricos em detalhes.

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– TUMBAS SAADIANAS

Trata-se de um mausoléu construído no final do século XVI por Ahmed el Mansour. Ali foram enterrados os reis saadianos. Um século depois, Moulay Ismail construiu um muro em volta do cemitério, o que fez com que ele fosse abandonado e esquecido, até ser descoberto pelos franceses em 1917. O mausoléu possui várias koubbas, com destaque para a primeira, que guarda a tumba de Ahmed el Mansour. Ele foi enterrado no saguão central cercado por seus filhos.

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– MAISON DE LA PHOTOGRAPHIE

Quem curte fotografia não pode deixar de dar uma passada no museu da fotografia. Trata-se de uma galeria onde ficam expostas fotografias de várias partes do Marrocos, de sua gente e de sua cultura. É bem bonito. O museu conta com um restaurante no terraço e uma vista privilegiada da Medina.

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– MESQUITA KOUTUBIA

A mesquita Koutobia é o principal marco de Marraquexe, possuindo um minarete de 70m de altura. Foi construída pelo sultão Yacoub Al Mansour. Localiza-se na avenida Mohammed V, próximo à praça Djemaa el-Fna e pode ser vista de diversos pontos da cidade. A entrada é proibida para não muçulmanos. Diz a lenda que uma das esferas douradas, que ficam no topo do minarete, foi feita com as jóias de uma das esposas de Yacoub Al Mansour como castigo por ter quebrado o jejum durante o Ramadã – mês sagrado dos muçulmanos, em que eles praticam o seu jejum ritual, o quarto dos cinco pilares do Islã (arkan al-Islam).

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-MEDERSA BEN YOUSSEF

É uma das maiores e mais belas escolas corânicas do mundo árabe, onde os estudantes memorizavam o Alcorão. Foi fundada pelo sultão Abu el Hassan no século XIV. O edifício é todo feito de madeira de cedro, com fino estuque trabalhado, mármore e zellij (azulejos coloridos). A medersa foi construída para abrigar mais de 900 alunos em aproximadamente 150 celas espartanas. Há numerosas inscrições em reboco e zellij, das quais a mais comum é a invocação bismillah: “Em nome de Alá, o piedoso, o misericordioso”. O ingresso para entrar na Medersa dá direito à visitação no Museu de Marraquexe.

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– MUSEU DE MARRAQUEXE

Está localizado em um palácio do século XIX, próximo à Medersa Ben  Youssef. A visita vale mais pelo seu espaço e arquitetura do que pelo que está exposto.

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Tomar um chá de menta no café que fica no pátio de entrada para o museu é uma boa pedida, ainda mais acompanhado dos doces marroquinos. Uma delícia! Ótima pausa no dia!

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– JARDIM MAJORELLE

Criado por Jacques Majorelle, o jardim ficou abandonado depois de sua morte sendo adquirido e restaurado pelo estilista francês Yves Saint Laurent. Possui inúmeras espécies de plantas com destaque para as palmeiras, para os bambus e para os cactos. Numa das extremidades do jardim há um memorial em homenagem ao estilista francês. Dentro há também um museu que exibe alguns objetos de arte marroquina e outros do acervo de criação do estilista. O local conta com lojinhas e um café.

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Para quem visita o jardim, uma dica boa é dar uma paradinha na lanchonete de esquina que fica bem em frente. Serve coisas gostosas e saudáveis. Além de ser uma forma de fugir um pouco da comida tradicional marroquina.

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– JARDIM DE LA MENARA

O jardim é formado por ciprestes e cercado por um bosque de oliveiras. Possui um pavilhão, construído por Mohammed IV, que é voltado para uma grande bacia de água. Esperávamos mais dessa atração.

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– PASSEIO DE CALECHE

Em Marraquexe, um passeio bastante disputado e indicado é o de caleches. As carruagens ficam estacionadas atrás da Mesquita Koutobia, próximas à praça Djemaa el-Fna. É possível contratar vários tipos de passeios: visita aos jardins da cidade, um circuito em torno das muralhas e portões da medina ou uma volta por alguns pontos da cidade com parada no curtume, dentre outros. Enfim, você escolhe onde ir e o que ver. O problema é que aqui você precisa contar também com um pouco de sorte. Por que falamos isso? Porque a nossa intenção quando contratamos o passeio era fazer o indicadíssimo passeio pela muralha da medina e seus portões, com algumas paradas para fotos. Apesar de termos explicado isso para o cocheiro, inclusive mostrando em um mapa, ele nos levou em locais diversos, os quais, de uma certa forma, lhe permitiriam conseguir alguma comissão caso comprássemos algo. Foi bastante decepcionante por este fato. No entanto, mesmo que para nós não tenha sido como esperávamos, achamos interessante incluir o passeio no roteiro da viagem. Até porque, conversamos com outras pessoas que contrataram as caleches e amaram o passeio. Sem dúvida é uma forma de passear pela cidade de um jeito diferente. Foi um azar nosso! Boa sorte na sua vez!

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– ASSISTIR AO PÔR DO SOL NO TERRAÇO DE ALGUM CAFÉ DA PRAÇA JEMAA EL-FNA

Assistir ao pôr do sol no terraço de um dos vários cafés situados ao redor da praça Djemaa el Fna é uma atração disputadíssima e que vale a pena. É muito bonito ver o sol descendo atrás da Mesquita Koutobia e, ao mesmo tempo, a praça se transformando, dando lugar às várias barracas de comida. Chegue cedo para conseguir um lugar próximo aos alambrados.

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– SOUKS

Os souks de Marraquexe são uma loucura para os sentidos. Estão espalhados pelas ruelas da medina e são formados por uma mistura de gente, cores, cheiros, sons, luzes… Ficar perdido é quase certo. Nos souks se vende de tudo. É possível comprar especiarias e temperos a preços bem acessíveis, como é o caso do açafrão. Ras el Hanout é o sabor mais exótico do Marrocos, formado por uma mistura de 27 temperos. As bandejas, os bules e os copinhos de chá são uma lembrança bem típica para se trazer de lá. O mesmo pode se dizer da Mão de Fátima (símbolo de boa sorte no Marrocos), das luminárias, das babouches (chinelos típicos), das pacheminas, das panelas de tajine e do óleo de argan.

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-CURTUMES

É onde onde couro, fios de lã e seda são tingidos para a confecção de tapetes. O curtume mais famoso é o localizado na cidade e Fes. O de Marraquexe é bem pequeno, mas já dá uma ideia de como funciona. O cheiro é bem desagradável, tanto que antes de entrar, são oferecidos ramalhetes de hortelã para aliviar o odor. Se você for alérgico a pelos de animais é bom evitar a visita.

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Além das atrações acima, três restaurantes merecem destaque:

Café Árabe (www.cafearabe.com): está localizado dentro da medina. Especializado em comida italiana e marroquina. Serve bebidas alcoólicas. Atendimento muito atencioso. O terraço é uma delícia!

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Kui Zin: também está localizado dentro da Medina. A comida é deliciosa e o preço muito bom. Não serve bebida alcoólica.

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Terrasse des Épices (www.terrassedesepices.com): também está localizado dentro da medina. Ambiente agradabilíssimo! Atendimento excelente! Comida marroquina muito boa! Não serve bebida alcoólica.

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Bistrô Thai: situado em Gueliz, parte nova da cidade. Ambiente muito agradável. Atendimento muito bom! Comida thailandesa maravilhosa! Tem música ao vivo. Vende bebida alcoólica.

Uma experiência inesquecível no Marrocos – parte I

A nossa viagem ao Marrocos começou exatamente no dia 17 de julho de 2013, quando o nosso time do coração, o Clube Atlético Mineiro, ganhou a Libertadores e nos empolgou a atravessar o Atlântico para vê-lo jogar o Mundial de Clubes na cidade de Marraquexe. Conhecer o Marrocos não estava nos nossos planos até então, mas o fato é que, mesmo tendo perdido o campeonato, o nosso time brilhou simplesmente por nos ter proporcionado essa experiência incrível de desvendar esse lugar tão diferente de tudo o que já tínhamos visto na vida! Era tudo novo, tudo diferente para nós. Língua, cultura, religião, tudo era novo e curiosamente interessante! Foram meses de pesquisa e espera. Montamos um roteiro que nos pareceu bem legal. Então, “bora” viajar nessa viagem! Serão vários posts para contar tudinho, nos mínimos detalhes! Vem com a gente!

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– INFORMAÇÕES GERAIS

O Marrocos é um país localizado na África, próximo da Espanha, separados apenas pelo estreito de Gibraltar. A capital é a cidade de Rabat.

A maioria da população marroquina é muçulmana, mas os bérberes (habitantes originais do Marrocos) mantêm alguns antigos costumes pagãos.

Os bérberes vivem nas montanhas e possuem a segunda língua mais falada no Marrocos, estando atrás apenas da língua árabe. Os bérberes escrevem da esquerda para a direita, ao contrário dos árabes que o fazem da direita para a esquerda. A escrita berbere quase não é praticada, pois por um bom tempo era proibida, sendo o árabe e o francês as línguas oficialmente ensinadas nas escolas.

Durante o mês sagrado do Ramadã, os muçulmanos evitam comer do nascer ao por do sol. A sexta-feira é para eles como o nosso domingo é para os cristãos, dia dedicado a orações e, por isso, parte do comércio e algumas atrações turísticas fecham ou operam em horário reduzido.

A moeda oficial do país é o dirham.

O transporte público funciona muito bem. Linhas de trens ligam as principais cidades do país e são confortáveis e baratas. Os horários ficam expostos nas estações principais e também on line (www.oncf.org.ma). Pagar para viajar na 1ª classe lhe dá a vantagem de garantir um assento e fazer todo o trajeto sentado, além de oferecer maior espaço e conforto.

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A maioria das cidades marroquinas possui uma parte velha e uma parte nova. A velha é chamada de Medina e a nova de Ville Nouvelle. As Medinas são formadas por um labirinto de ruas estreitas, as quais são cheias de souks – mercados ao ar livre. Elas são muradas e possuem inúmeros portões, que são, por si sós, uma atração a parte.

O principal meio de explorar as Medinas é caminhando. E o mais comum de acontecer ao fazer isso é você se perder ou se sentir perdido em meio ao emaranhado de becos e comércio. Num primeiro momento, dá um certo medo, mas ele logo passa, e andar pela Medina torna-se prazeroso e divertido! Cuidado, contudo, com os chamados “falsos guias”, que estão presentes em praticamente todas as cidades marroquinas, principalmente em Marraquexe e Fes. Eles te abordam “oferecendo ajuda”, alegando inúmeras coisas, desde que a Medina é um lugar perigoso, que o hotel que você reservou não é bom ou que está fechado, que a atração que você procura não abre naquele dia, tudo isso visando um único propósito: arrancar de você alguns dirhams. Uma amolação, sem dúvida!!! Infelizmente, passamos por uma experiência nada agradável tão logo chegamos em Marraquexe. Um “malandro” desses nos ofereceu ajuda para encontrarmos o nosso riad e, ao invés de fazer um caminho tranquilo e curto, que nos levaria direto ao nosso destino, o danado deu voltas e mais voltas com a gente, para, depois, com a desculpa de que o caminho foi longo, cobrar umas moedas a mais! Então, sempre que precisar de ajuda, procure guias oficiais ou a polícia. Há também, em algumas localidades, centros de informações ao turista. Baixar a sua localização no Google Maps também é uma ótima saída. Assim, é possível localizar-se pelo GPS sem estar conectado à internet! Descobrimos isso depois, o que facilitou andar pelo “labirinto” da Medina!

Quanto ao serviço de táxi, existem no Marrocos dois tipos: o petit taxi, que circula dentro da cidade e leva no máximo três pessoas e o grand taxi, que opera como os táxis normais, mas que não possuem taxímetro (é preciso combinar o valor de antemão). Nos petit taxis, apesar de haver taxímetro, estes raramente são ligados. É preciso insistir com o motorista para que ele seja usado. Como quase tudo no Marrocos, a corrida de táxi deve ser objeto de negociação. Faça isso antes mesmo de embarcar, para não ter que pagar depois muito mais do que o trajeto realmente vale.

Sinceramente, dirigir dentro das cidades, não é nada fácil… o trânsito é uma loucura!!! A sensação que tivemos é que não existem regras de trânsito!!! Por isso, pense duas vezes antes de alugar um carro.

Existem várias opções de hospedagem no Marrocos, desde hotéis, riads, albergues e campings. Falaremos sobre os hotéis e riads em um post específico, ok!

É possível comer bem no Marrocos! Existem vários restaurantes gostosos tanto dentro quanto fora das Medinas e ainda dentro dos hotéis. Uma refeição completa geralmente começa com saladas cruas e cozidas. A sopa (harira) também é uma opção de entrada. Em seguida são servidos tajines (cozido de legumes e/ou carne) ou cuscuz. De sobremesa vêm frutas frescas, geralmente mexerica e maça ou doces marroquinos. Muito gostosos por sinal! Pães são servidos durante toda a refeição e são uma delícia! A pastilla também é um prato bem gostoso. Parece um pastel folhado recheado de frango e polvilhado de canela. Tem um sabor meio doce, meio salgado. É muito comum o uso de frutas nos pratos principais, tais como figos, passas, ameixas e tâmaras. O cominho é um tempero bastante presente na culinária marroquina.  Os brochetes de carne, frango ou cafta, acompanhados de batatas fritas, são uma opção interessante para quando se quer dar um tempinho no cuscuz e no tajine. Além da culinária típica marroquina, é possível encontrar também restaurantes que servem comida internacional. Fora das Medinas, na parte nova das cidades, é possível encontrar Mc Donald’s, Pizza Hut, entre outras franquias do tipo.

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Por todo o Marrocos é possível ver pés de laranja lindos e lotados de frutos. O suco de laranja é famoso e é servido fresco na maioria dos lugares. Como a água é uma questão delicada no país, prefira os sucos feitos apenas do sumo da laranja, evitando aqueles que vem misturados à água. Há água mineral engarrafada em todos os lugares e também refrigerantes. Bebidas alcoólicas são difíceis de serem encontradas, devido à religião muçulmana. Dentro das Medinas é quase impossível encontrar lugares que as sirvam. Alguns riads as vendem aos hóspedes para consumo interno. Nos restaurantes localizados fora da Medina é um pouco mais fácil encontrar cerveja e vinho, mas lembre-se, beber no Marrocos deve ser feito apenas dentro dos restaurantes e bares. Nem pense em sair nas ruas com uma garrafa ou latinha nas mãos. É crime! Há duas marcas de cerveja nacionais: a Casablanca e a Flag. Também há bons vinhos. Tomamos um tinto chamado Président, fácil de encontrar nos restaurantes que frequentamos.

O chá de menta é outro produto famoso! Na maioria dos lugares, você é sempre recebido com um copinho. É interessantíssima a forma como o chá é servido, com o bule a uma certa distância do copo, despejando do alto o líquido quente! Em algumas oportunidades, junto com um copinho de chá, são servidos também docinhos e biscoitos marroquinos deliciosos! Nossa, só de lembrar deu vontade de tomar um! rsrs…

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Fazer compras nos souks é sinônimo de pechinchar! E para fazer isso, a regra é ter calma e não se intimidar! Tenha em mente o valor máximo que quer pagar por determinado produto e dê um valor bem abaixo dele. Vá negociando aos poucos até chegar naquele valor que você tinha imaginado pagar e diga: esse é meu preço final. Na maioria das vezes ele será aceito e, pode acreditar, a chance de você ter pago caro é bem grande! rsrsrsrs…. É divertido!

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